Deputada Janaína Riva se manifesta sobre caso envolvendo assessor em Guarantã do Norte
Deputada afirma que exonerou assessor imediatamente e reforça que a prioridade é respeitar a decisão da vítima e evitar sua exposição.

A deputada estadual Janaína Riva falou publicamente sobre o caso envolvendo um de seus assessores que reside em Guarantã do Norte, após a divulgação de um boletim de ocorrência registrado por uma mulher que teria denunciado violência.
Segundo a parlamentar, a principal preocupação neste momento é a preservação da vítima.
“Pra gente falar de um caso tem que haver a concordância da vítima, ou quando se trata de um caso notório de violência extrema que já veio a público. Nesse caso, a vítima não quer exposição”, afirmou.
Defesa da vítima e crítica à exposição
A deputada destacou que entrou em contato com a mulher envolvida e que ela manifestou claramente o desejo de não ter o caso divulgado, pois a denúncia teria sido feita com o objetivo exclusivo de garantir sua proteção e segurança.
De acordo com Janaína Riva, a exposição pública tem causado prejuízos à vítima, inclusive no ambiente de trabalho.
Ela também direcionou críticas à atuação da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, afirmando que é preciso evitar que mulheres sejam “duplamente vitimadas” — primeiro pela violência e depois pela exposição.
“A mulher procura a Polícia querendo proteção. Precisamos respeitar se ela aceita ou não a divulgação do boletim.”
Exoneração imediata
A deputada informou ainda que, assim que teve conhecimento do boletim de ocorrência, determinou a exoneração imediata do assessor, antes mesmo de conversar com a denunciante.
“Cometeu violência, vai responder na Justiça. Independente de quem seja.”
Ela reforçou que violência doméstica não é questão pessoal e que qualquer acusado deve responder conforme a lei.
Recado aos “oportunistas”
Janaína também criticou o que chamou de oportunismo político na divulgação do caso.
“Não é o nosso caso. A violência vai doer a quem deve doer. Nós vamos agir com coerência.”
A deputada finalizou defendendo leis ainda mais rígidas para combater a violência contra a mulher e reafirmou que o respeito à vontade da vítima deve ser prioridade.