PL tenta aprovar escala 4x3, mas PSOL e PT votam contra trabalhadores
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Deputados da comissão especial da Câmara rejeitaram, na noite desta quarta-feira (27), a proposta apresentada pelo Partido Liberal (PL) que previa a adoção da escala de trabalho 4x3 durante a tramitação da PEC que discute o fim da jornada 6x1.
A emenda foi apresentada pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, e defendia um modelo em que os trabalhadores atuariam quatro dias por semana, com três dias de descanso.
Apesar da defesa da bancada liberal, parlamentares ligados à esquerda votaram contra a proposta. O destaque acabou rejeitado pela maioria da comissão, gerando críticas de setores que defendem jornadas mais flexíveis e melhores condições de trabalho.
A proposta principal em discussão estabelece a escala 5x2, com jornada semanal de 40 horas. Antes da votação do texto-base, o PL tentou incluir a alternativa 4x3, considerada por apoiadores como um modelo mais benéfico ao trabalhador brasileiro.
Durante o debate, houve embate entre governo e oposição. A deputada Erika Hilton, relatora de uma das PECs analisadas, classificou a iniciativa do PL como uma “manobra” para dificultar a aprovação do relatório final.
Integrantes da oposição, por outro lado, afirmaram que a rejeição da proposta mostrou contradição de partidos de esquerda, como PSOL e PT, ao votarem contra um modelo que ampliaria os dias de descanso dos trabalhadores.
A votação reacendeu o debate sobre redução da jornada de trabalho no Brasil e os diferentes modelos defendidos no Congresso Nacional.
Fonte: folhadoestado