Esquerda tenta "lacrar" com escolha de Erika Hilton e confronto explode na Câmara

Eleição da deputada Erika Hilton para presidir o colegiado provoca embates políticos, críticas de parlamentares e questionamentos sobre postura durante sessões e nas redes sociais

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Foto: Reprodução

A eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, anunciada nesta semana, abriu uma nova frente de tensão política no Congresso e nas redes sociais.

Hilton foi escolhida após votação entre os integrantes do colegiado, tornando-se a primeira parlamentar trans a comandar a comissão. A eleição ocorreu com maioria simples no segundo turno, após uma primeira votação sem definição clara entre os deputados. A escolha, no entanto, rapidamente provocou reações de parlamentares de diferentes partidos e ampliou o clima de confronto político em torno da pauta.

Clima de confronto

Deputadas da oposição questionaram a escolha e afirmaram que a comissão deveria ser liderada por uma mulher que representasse, segundo elas, a experiência feminina biológica. Entre as críticas públicas esteve a da senadora Damares Alves, que declarou no Senado que não aceitaria perder o direito de se identificar como mulher nos debates públicos.

Também houve manifestações de deputadas nas redes sociais e em declarações públicas criticando a eleição e classificando a decisão como uma derrota para as mulheres.

Reprodução: Redes Sociais

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Além da disputa política, episódios envolvendo o comportamento da nova presidente da comissão também geraram críticas dentro e fora do Congresso. Parlamentares relataram incômodo com publicações feitas por Hilton nas redes sociais em resposta a críticas de outras deputadas.

Em uma das publicações, a parlamentar afirmou: “Não estou preocupada se o esgoto da sociedade não gostou.”

Em outra postagem, voltou a atacar os opositores: “A opinião de transfóbicos e imbecis é a última coisa que me importa.”

Também houve resposta em tom de confronto às críticas que surgiram após sua eleição para presidir a comissão: “Podem espernear. Podem latir.”

Outro episódio citado por críticos ocorreu durante uma sessão da comissão, quando a deputada deixou a condução dos trabalhos e se retirou, o que acabou gerando reclamações de parlamentares que permaneceram no plenário e consideraram a atitude desrespeitosa com os presentes e com o debate em andamento.

Nos bastidores da Câmara, a avaliação de parte dos deputados é de que o clima de polarização política acabou contaminando os trabalhos da comissão logo no início da nova gestão.

A eleição de Hilton também simboliza a crescente disputa entre campos ideológicos dentro do Congresso. Enquanto aliados celebraram a escolha como um marco histórico de representação, adversários políticos afirmam que a decisão foi usada como estratégia política pela esquerda para gerar impacto simbólico e mobilização nas redes.

Fonte: folhadoestado

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