Fagundes pede redução da maioridade penal após cachorro ser torturado até a morte
Foto: O Globo
O senador Wellington Fagundes (PL) se manifestou publicamente nas redes sociais após a morte do cachorrinho Orelha, que teria sido brutalmente torturado até a morte a pauladas em Florianópolis (SC).
No vídeo, o parlamentar classificou o caso como “crueldade extrema” e cobrou rigor nas investigações. Segundo Fagundes, o episódio vai além de um ato isolado e representa um alerta grave para a sociedade.
“Isso não é travessura, não é brincadeira. É barbárie. A pergunta que precisa ser feita é: se hoje esses jovens são capazes de fazer isso com um animal indefeso, do que serão capazes amanhã?”, declarou.
Médico veterinário de formação, o senador afirmou que o crime lhe causa dor profunda no campo profissional, revolta como representante político e indignação como cidadão.
Ele ressaltou que há denúncias graves envolvendo o caso e defendeu que todas sejam apuradas com rigor, transparência e independência pelas autoridades competentes.
Na publicação, Wellington Fagundes também criticou qualquer tentativa de intimidação ou relativização dos fatos e levantou o debate sobre a responsabilização dos envolvidos.
Segundo ele, por se tratarem de menores de idade, há o risco de que não haja punição proporcional à brutalidade cometida. Diante disso, reafirmou sua defesa da redução da maioridade penal.
“Quem é capaz de torturar e matar, quem já pode votar, sabe exatamente o que está fazendo e deve responder pelos seus atos”, afirmou.
O senador destacou ainda sua atuação legislativa voltada à proteção animal. Entre as iniciativas citadas estão a chamada Lei do Cão Joca, que estabelece regras mais rígidas para o transporte aéreo de animais, e a campanha Dezembro Verde, voltada ao combate ao abandono de animais domésticos.
Segundo ele, essas medidas buscam garantir resgate, cuidado e proteção, além de reduzir casos de maus-tratos.
“Crueldade contra animais não é um detalhe, é um sinal claro de violência futura”, afirmou. Ao final da manifestação, Wellington Fagundes declarou que, além de sua atuação como senador, também defende o endurecimento das políticas públicas contra a impunidade.
“Como médico veterinário, defendo a vida. Como senador, transformei isso em lei. E como pré-candidato ao governo, defendo um estado que não relativiza a crueldade”, concluiu.
O parlamentar finalizou cobrando justiça pelo caso do cachorrinho Orelha e afirmou que o crime não pode ficar impune.
fonte: folhadoestado