Estrada Verde revela potencial turístico, cultural e sustentável em Mato Grosso
Rota integra natureza, educação e desenvolvimento, atraindo comitiva e fortalecendo novas oportunidades econômicas na região
Foto: Alessandro Oliveira
Bem-vindos à Estrada Verde, uma rota que, além de encurtar caminhos, revela um potencial que vai muito além da mobilidade. Ao longo do trajeto, turismo, cultura e desenvolvimento sustentável caminham lado a lado, transformando a paisagem em oportunidade e valorizando as riquezas naturais de Mato Grosso.
A natureza impressiona, e a contemplação também se transforma em vetor de crescimento. Um exemplo claro é a Orla de Santo Antônio de Leverger, às margens do rio Cuiabá, onde a infraestrutura já existente demonstra como o que antes era apenas cenário pode se tornar uma porta de entrada para o turismo e a geração de renda para comunidades locais.

Neste fim de semana, uma comitiva formada por representantes do Instituto Federal de Mato Grosso, gestores públicos e lideranças regionais percorreu a rota para conhecer de perto o potencial da região. O objetivo foi discutir parcerias, projetos educacionais e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Entre os pontos visitados, destaque para o distrito de Mimoso, onde está localizado o Memorial Marechal Rondon, importante patrimônio histórico e cultural que reforça a identidade da região. A expedição também passou pelo píer do Rio Mutum e pelo tradicional Colégio das Irmãs Franciscanas, em São Lourenço de Fátima, símbolo da educação e da história local.
A comitiva seguiu ainda pela estrada que dá acesso ao município de Juscimeira, trecho que vem facilitando o deslocamento entre comunidades e impulsionando novas atividades econômicas. A visita foi concluída na região das Águas Quentes, onde foram discutidos projetos para consolidar a Estrada Verde como um novo eixo de desenvolvimento para o estado.

Júlio César, reitor do Instituto Federal de Mato Grosso, destacou a importância da integração entre pesquisa e desenvolvimento regional:
“Analisamos os potenciais projetos na área de pesquisa, na área de meio ambiente, na área do turismo, na área histórica e cultural, para agora pensarmos e estudarmos juntos um projeto que vai trazer qualidade de vida, geração de emprego, renda e valorizar toda a história dessa região.”

Já o senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes, reforçou o papel das instituições no fortalecimento do Pantanal e na construção de políticas sustentáveis:
“Tudo isso precisa estar integrado com a ciência, com a pesquisa e com o desenvolvimento do nosso Pantanal. E nada melhor do que as nossas instituições de ensino, como a Universidade Federal de Rondonópolis, Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade do Estado de Mato Grosso e o Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal, para promover a sustentabilidade e garantir que toda essa riqueza natural possa beneficiar a população, com responsabilidade e compromisso com as futuras gerações.”
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Reportagem: Alessandro Oliveira