CASO BRUNINHO: UM CRIME QUE MARCOU SINOP E AINDA CHOCA PELA CRUELDADE

"Pai que desenterrou o próprio filho volta à tona após o autor do crime ser morto menos de 24 horas depois de ser solto. Acompanhe todos os desdobramentos desse caso que voltou a chocar a região."

A comoção tomou conta da população. Imagens registradas à época mostram dezenas de pessoas — entre elas muitas crianças — chorando, abaladas e em completo estado de incredulidade diante da confirmação do desfecho trágico. O desaparecimento do pequeno Bruno, conhecido carinhosamente como Bruninho, mobilizou a cidade de Sinop por dez dias, até que a verdade veio à tona de forma brutal.

Segundo os arquivos históricos, acessados mais de 20 anos após o crime, o momento da localização do corpo permanece um dos registros mais impactantes da cobertura policial no estado. O suspeito, João Ferreira, foi quem levou a polícia até o local, indicando o ponto exato onde havia enterrado a criança em um terreno de obra. Foi ali que familiares e populares, desesperados, acompanharam a retirada do corpo.

As imagens mostram o pai de Bruninho escavando o solo com as próprias mãos, tomado pelo desespero, até conseguir retirar o filho do buraco. Logo depois, ele deixa o local chorando, sem conseguir acreditar no que estava diante de seus olhos. A dor da família, que por dias alimentou a esperança de encontrar a criança com vida, comoveu toda a comunidade.

O caso ocorreu em 2005 e gerou grande revolta. Após a confirmação do crime, moradores se deslocaram até a delegacia em busca de justiça, tentando alcançar o autor confesso. A brutalidade do ato, praticado contra uma criança, permanece como um dos episódios mais difíceis de serem esquecidos na história recente de Sinop.

Bruninho, cuja imagem ainda circula em arquivos jornalísticos, se tornou símbolo de uma tragédia que reforçou alertas sobre a proteção de crianças e o impacto devastador que crimes dessa natureza provocam em famílias e comunidades inteiras.

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