Abilio chama apoio de Fávaro a impeachment de Moraes de “meia-boca” e acusa senador de oportunismo
Prefeito de Cuiabá afirma que senador estaria buscando votos do eleitorado conservador e critica parlamentares que, segundo ele, mantêm “um pé lá, um pé cá”
Foto: Victor Ostetti
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), classificou como “meia-boca” o posicionamento do senador Carlos Fávaro (PSD), pré-candidato à reeleição, após o parlamentar defender publicamente o impeachment ou a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para Abilio, a manifestação de Fávaro teria caráter eleitoral e buscaria aproximá-lo do eleitorado conservador de Mato Grosso. O prefeito também comparou a postura atual do senador ao apoio que, segundo ele, Fávaro demonstrava ao ex-presidente Jair Bolsonaro antes de ser eleito.
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“Apoio meia-boca. Sabendo que vai sair do Senado, fazendo de conta ou querendo voto, igual ele fez de conta que apoiava o Bolsonaro, enganando o povo”, afirmou.
A declaração ocorre em meio à repercussão de denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Entre os episódios citados estão informações sobre uma suposta minuta de contrato no valor de R$ 131 milhões envolvendo o escritório de advocacia da esposa do ministro, além de mensagens que apontariam proximidade entre Moraes e Vorcaro.
Abilio também ampliou as críticas a outros parlamentares de Mato Grosso. Sem citar nomes, afirmou que alguns senadores adotariam posições consideradas omissas e só passariam a se manifestar sobre temas controversos envolvendo o STF em períodos próximos às eleições.
O prefeito afirmou ainda que existem candidatos que teriam “rabo preso” com ministros do Supremo e com setores da esquerda.
“Eu não voto nesses caras que estão com um pé lá, um pé cá. Para mim, eu tenho que ter posicionamento claro. Esses senadores que estão com um pé lá, um pé cá, que têm rabo preso com ministro, que têm rabo preso com a esquerda, que não se posicionam claramente sobre a situação, ou que só se posicionam mediante processo eleitoral, a gente tem que ‘arrancar tudo’”, declarou.
Na avaliação do prefeito, a falta de uma atuação mais contundente do Senado diante de possíveis irregularidades comprometeria a fiscalização sobre integrantes do Judiciário.
“Se não fizer isso, vai continuar o que está lá. A gente não tem sequer senadores com coragem de conduzir uma abertura de investigação”, concluiu.
Fonte: folhadoestado