"SUPER AULA": Palestra de Haddad na Unicamp acaba em confusão

Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) interromperam a atividade, provocando tumulto que terminou em confronto físico entre participantes.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil Esportebrasileiro

Uma confusão marcou a aula magna do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na noite desta quinta-feira. Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) interromperam a atividade, provocando tumulto que terminou em confronto físico entre participantes.

O evento, realizado no Teatro de Arena e voltado à discussão dos desafios econômicos do país, teve início por volta das 19h e contou com a presença de apoiadores de Haddad, que é pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo. A confusão começou quando ao menos dois integrantes do MBL passaram a interromper as falas, alegando que a atividade tinha caráter de campanha eleitoral, o que levou à intervenção da segurança e à retirada dos manifestantes. Não houve registro de feridos.

Durante o episódio, Haddad afirmou ao público não ter entendido as manifestações dos presentes. Após a saída do grupo, o ex-ministro retomou o discurso e destacou estar se preparando para o processo eleitoral. “Eu estou treinando, estou fazendo treinamento, estou exercitando cabeça, corpo, para fazer uma bela campanha, para a gente fazer um belo debate. Disputa para valer com as ideias que a gente defende. E vamos ganhar de qualquer jeito. De um jeito ou de outro, com uma campanha bonita leva a gente à vitória. Beijo, Unicamp”, disse.

Após encerrar a participação, Haddad deixou o local sem conceder entrevistas. Em seguida, apoiadores entoaram palavras de ordem contra adversários políticos. 

Em nota, o Partido dos Trabalhadores (PT) repudiou o episódio, classificando-o como “violência política” praticada por integrantes da extrema direita contra o pré-candidato ao governo paulista.

Em declaração ao portal g1, um representante do MBL afirmou que a ação foi um protesto contra suposta campanha eleitoral antecipada e alegou ter sido agredido por pessoas presentes no evento. Segundo a Polícia Militar, não houve necessidade de intervenção, já que a situação foi controlada pela organização.

A Unicamp, em comunicado, condenou os atos de violência e classificou a interrupção da atividade acadêmica como inaceitável. A universidade reforçou o compromisso com a liberdade de expressão e o debate plural e informou que apura os fatos para adoção de medidas cabíveis.

Fonte: folhadoestado

 

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