PF prende sócio da PixBet em operação que investiga lavagem de dinheiro

Diomar Tadeu Dantas de Farias foi preso preventivamente na Paraíba; investigação apura suspeitas de lavagem, evasão de divisas e crimes contra a ordem tributária e financeira

PF prende sócio da PixBet em operação que investiga lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu preventivamente nesta quinta-feira (17) Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da empresa de apostas esportivas PixBet, durante a segunda fase da Operação Arena, deflagrada na Paraíba. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes relacionados à ordem tributária e financeira.

 

Além da prisão, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão e adotaram medidas de sequestro de bens nas cidades de Campina Grande e João Pessoa. Diomar foi localizado em Jacumã, no litoral sul da Paraíba.

 

Segundo as investigações, o grupo teria utilizado uma estrutura societária e financeira mantida no Brasil e no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos provenientes de apostas esportivas e jogos de azar. A apuração também aponta para possíveis operações envolvendo empresas estrangeiras, remessas internacionais e mecanismos financeiros destinados a dificultar o rastreamento dos valores.

 

De acordo com informações divulgadas sobre a investigação, parte dos recursos teria sido direcionada a uma empresa registrada em Curaçao e posteriormente retornado ao Brasil sob a justificativa de pagamentos por serviços que, segundo os investigadores, não teriam sido efetivamente prestados.

NotíciasBrasil

 

Diomar é primo de Ernildo Júnior, proprietário da PixBet e alvo da primeira fase da Operação Arena, realizada em 13 de agosto. Na ocasião, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, além de medidas de quebra dos sigilos bancário e telemático e do sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.

 

A primeira etapa também teve como alvo o advogado Nelson Wilians. Segundo as investigações, ele é suspeito de participação em mecanismos de ocultação da origem e da destinação de recursos. A defesa do advogado nega irregularidades e afirma que sua relação com a PixBet é estritamente profissional.

 

A investigação mira atividades relacionadas ao chamado mercado de apostas e jogos de azar antes da entrada em vigor do atual modelo de regulamentação das bets. A PF apura, entre outros pontos, se estruturas empresariais no exterior eram utilizadas para registrar operações como se tivessem ocorrido fora do Brasil, apesar de a administração e as decisões sobre os negócios serem realizadas em território nacional.

Fonte: folhadoestado

Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
Nenhum comentário. Seja o(a) primeiro(a) a comentar!