Igreja destitui Otoni de Paula da função pastoral após apoio à Erika Hilton
Decisão foi oficializada por circular ministerial e impede o deputado de exercer atividades religiosas na denominação
Foto: Reprodução
Uma polêmica envolvendo o deputado federal Otoni de Paula e lideranças evangélicas ganhou repercussão após a divulgação de uma circular ministerial do Ministério de Avivamento Apostólico do Caminho (MAAC).
No documento, a igreja declara oficialmente a destituição da autoridade pastoral do parlamentar, afirmando que ele não é mais reconhecido como pastor pela denominação. A decisão foi assinada pelo bispo Léo Assis e determina que Otoni de Paula está impedido de assumir púlpitos, ministrar a palavra e exercer funções pastorais dentro da instituição.
A carta também estabelece medidas disciplinares religiosas contra o deputado. Segundo o texto, ele não poderá participar de determinadas atividades ministeriais até que haja uma mudança de postura. A decisão teria sido motivada pelo posicionamento político do parlamentar durante uma votação relacionada à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil.
A eleição que colocou a deputada Erika Hilton na presidência do colegiado terminou com 11 votos favoráveis e 10 votos em branco.
Nesse tipo de votação, os votos em branco não contam contra o candidato, apenas deixam de apoiar. Assim, para vencer, bastava que a deputada obtivesse maioria entre os votos válidos.
A controvérsia surgiu porque parte da oposição havia articulado um boicote, orientando parlamentares a votarem em branco para tentar impedir a eleição ou esvaziar a legitimidade do resultado. No entanto, alguns deputados participaram normalmente da votação, entre eles Otoni de Paula, o que ajudou a garantir quórum e permitiu que a eleição fosse realizada.
Fonte: folhadoestado