33 países orientam população a estocar alimentos e água diante de riscos de crises
Recomendações incluem reservas de mantimentos para períodos de até dez dias, além de medicamentos e kits de emergência. Orientações consideram possíveis guerras, ataques cibernéticos, desastres naturais e interrupções de serviços essenciais
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Governos de pelo menos 33 países estão orientando a população a manter reservas de alimentos, água potável, medicamentos e outros produtos essenciais em casa para enfrentar possíveis situações de emergência. As recomendações ganharam destaque diante do aumento das tensões geopolíticas, dos conflitos militares e dos riscos de desastres naturais e ataques cibernéticos.
O levantamento divulgado pela revista Newsweek, em 28 de outubro de 2026, reúne países de diferentes continentes que possuem orientações oficiais de preparação doméstica. Entre eles estão Reino Unido, França, Alemanha, Suécia, Noruega, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália, Brasil, Argentina, Chile e Colômbia.
As recomendações variam conforme o país. No Reino Unido, na França, no Canadá e no Japão, a orientação é que as famílias mantenham suprimentos suficientes para pelo menos 72 horas. Na Suécia e na Noruega, a preparação pode abranger aproximadamente uma semana. Já na Alemanha, as autoridades recomendam reservas para até dez dias.
A preocupação também levou a União Europeia a lançar, em março de 2025, uma estratégia de preparação para crises, com 30 ações destinadas a melhorar a capacidade de resposta dos países integrantes do bloco. Uma das principais recomendações é que os cidadãos tenham condições de sobreviver por pelo menos 72 horas sem depender de assistência externa imediata.
A iniciativa considera diferentes cenários de risco, incluindo conflitos armados, ameaças cibernéticas, desastres climáticos, crises sanitárias e situações capazes de comprometer o funcionamento de serviços essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica, transporte e telecomunicações.
As orientações de proteção civil incluem a manutenção de um estoque doméstico com alimentos não perecíveis, água potável, medicamentos de uso contínuo e materiais básicos para enfrentar emergências.
Entre os itens recomendados estão lanternas, pilhas extras, rádio portátil, carregadores de celular, produtos de higiene, documentos pessoais e dinheiro em espécie. Também é importante considerar as necessidades específicas de crianças, idosos, pessoas com deficiência e animais domésticos.
A Cruz Vermelha Britânica recomenda que as famílias tenham suprimentos para pelo menos três dias, incluindo alimentos que possam ser consumidos sem necessidade de preparo e água suficiente para o período.
No Brasil, a preparação para situações de emergência também integra as orientações da Defesa Civil. O órgão do Paraná, por exemplo, recomenda a montagem de kits domésticos com água, alimentos, medicamentos, documentos, lanternas e outros itens essenciais. A orientação considera principalmente situações como enchentes, deslizamentos e tempestades, que podem deixar comunidades isoladas e interromper serviços básicos.
Apesar da repercussão internacional, as recomendações não representam um alerta conjunto de 33 governos sobre uma guerra iminente ou uma catástrofe prestes a acontecer. São medidas preventivas adotadas por diferentes países para preparar a população diante de situações que possam comprometer o abastecimento e o funcionamento dos serviços essenciais.
A estratégia é reduzir a vulnerabilidade das famílias nas primeiras horas ou nos primeiros dias de uma emergência, período em que o atendimento das autoridades e a normalização dos serviços podem demorar.
Fonte: folhadoestado