PAPELÃO: Lula abandona entrevista ao ser questionado sobre esquemas de Lulinha e Marcola
Presidente falou após cerimônia do Dia do Soldado, em Brasília, mas ignorou perguntas sobre possível impacto das investigações em sua campanha eleitoral
Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou responder, nesta terça-feira (25), a perguntas de jornalistas sobre o impacto das investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, na campanha eleitoral.
Lula falou com a imprensa após participar de uma cerimônia em homenagem ao Dia do Soldado, realizada no quartel-general do Exército, em Brasília. A decisão de conversar com jornalistas após o evento não é habitual para o presidente.
Apesar da presença da imprensa, Lula não respondeu aos questionamentos sobre se as investigações poderiam prejudicar sua campanha ou se estaria decepcionado com Marcola. Lulinha e o ex-assessor são investigados pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência.
O presidente fez apenas comentários relacionados à cerimônia e ao papel das Forças Armadas. Assim que concluiu sua fala, deixou o local sem responder às perguntas dos jornalistas.
Durante a conversa, Lula voltou a defender o aumento dos investimentos na área de defesa e afirmou que o tema passou a ser uma prioridade do governo.
“Para um país que tem 16.800 quilômetros de fronteira seca, 8 mil quilômetros de fronteira marítima, a maior reserva florestal do mundo, possivelmente a primeira ou segunda reserva de minerais críticos, que tem 215 milhões de habitantes e petróleo a 300 quilômetros da margem do nosso oceano, a defesa não pode ser algo quando sobrar dinheiro”, afirmou.
O presidente também destacou a entrada de mulheres no Exército brasileiro e classificou a medida como uma “revolução comportamental dos homens”.
“Vocês não devem nada a nós, entrem e disputem”, afirmou Lula, ao reproduzir o que, segundo ele, seria a mensagem transmitida pelos homens às mulheres com a abertura de espaço para a participação feminina na instituição.
Segundo o presidente, as primeiras recrutas do Exército ingressaram neste ano e estão preparadas para ocupar diferentes funções.
“Elas são as primeiras recrutas do Exército, que entraram neste ano, e estão preparadas para mostrar que mulher pode estar em qualquer lugar, fazer qualquer coisa, desde que ela queira fazer”, declarou.
As investigações envolvendo Lulinha e Marcola ocorrem em um momento de movimentação política para as eleições de 2026. Questionado sobre os possíveis efeitos do caso em sua campanha, entretanto, Lula preferiu não comentar e deixou o local sem responder aos jornalistas.
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Fonte: folhadoestado