Mendonça avalia manter no STF investigação contra Lulinha e rejeitar pedido da PGR
Ministro analisa solicitação de Paulo Gonet para enviar inquérito à primeira instância da Justiça Federal; investigação apura suspeitas de tráfico de influência
Foto: Reprodução
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia rejeitar o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para transferir à primeira instância da Justiça Federal um dos inquéritos que envolvem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Secçãoexecutiva
Segundo interlocutores do ministro, a tendência é que a investigação permaneça no Supremo.
O pedido da PGR foi apresentado na quarta-feira (19) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, após Mendonça autorizar a abertura de uma das investigações contra o empresário.
O inquérito investiga suspeitas de tráfico de influência em órgãos do governo federal.
Entre os fatos que estão no radar dos investigadores estão questões relacionadas à Dataprev e uma suposta tentativa de viabilizar a inclusão de medicamentos à base de canabidiol no Ministério da Saúde.
Após analisar o caso, a PGR defendeu que o procedimento não deveria continuar tramitando no STF e pediu que fosse encaminhado à Justiça Federal de primeira instância.
A argumentação apresentada por Gonet considera que não haveria, entre os investigados, autoridade com prerrogativa de foro que justificasse a permanência da investigação na Suprema Corte.
Apesar da manifestação da Procuradoria, Mendonça avalia manter o caso no Supremo.
A decisão ainda não foi formalizada pelo ministro. Caso confirme a permanência do inquérito na Corte, a investigação continuará sob sua relatoria.
Atualmente, três inquéritos envolvendo Lulinha tramitam no STF. Dois estão sob relatoria de André Mendonça, enquanto o terceiro é conduzido pelo ministro Flávio Dino.
Campanhase eleições
As investigações ainda estão em andamento e as suspeitas apuradas não representam, por si só, conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do empresário.
Fonte: folhadoestado