Com avanço da direita no Senado, ala do STF abre espaço para diálogo

Ministros estariam avaliando uma aproximação com a oposição diante do fortalecimento do bolsonarismo e do temor de processos de impeachment

Com avanço da direita no Senado, ala do STF abre espaço para diálogo

Foto: Reprodução

O resultado das eleições para o Senado no primeiro turno de 2026 teria provocado uma mudança no cálculo político de uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações de bastidores, ministros passaram a demonstrar maior disposição para conversar com setores da direita, mas sem descartar uma reação mais dura caso a oposição avance contra integrantes da Corte.

 

O principal fator por trás da mudança seria o fortalecimento da bancada bolsonarista no Senado, responsável por julgar eventuais pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. O Partido Liberal deverá contar com 28 senadores a partir de 2027, número que, somado a parlamentares de outras siglas insatisfeitos com decisões da Corte, poderia aumentar a pressão  política sobre os ministros.

 

A possibilidade de abertura de processos contra integrantes do STF estaria entre as principais preocupações. Conforme relatos, uma ala do tribunal avalia que uma aproximação com a direita poderia ajudar a administrar a pressão política, especialmente diante das repercussões do caso Banco Master.

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Uma fonte do Supremo ouvida pela Revista Oeste resumiu o ambiente nos bastidores dizendo que os ministros estariam “apavorados” diante do tamanho da bancada do PL no Senado.

 

Ao mesmo tempo em que alguns ministros estariam dispostos ao diálogo, a possibilidade de confronto não foi descartada. Segundo a reportagem, integrantes da Corte avaliam endurecer a resposta caso parlamentares bolsonaristas avancem contra ministros ou contra inquéritos que atingem integrantes do grupo político.

 

Movimentos recentes também são citados como sinais de uma possível mudança de postura. Na terça-feira (6), o ministro Gilmar Mendes arquivou um pedido de investigação contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), que é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de elementos suficientes para justificar a investigação.

 

No mesmo dia, Alexandre de Moraes concedeu progressão ao regime semiaberto para Débora Rodrigues dos Santos, condenada no âmbito dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro e conhecida por ter escrito, com batom, a frase “perdeu, mané” na estátua A Justiça, em frente ao STF.

Fonte: folhadoestado

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