Após repressão a bordéis, mercado do sexo se esconde em apartamentos e na internet na China
Estudos apontam que fechamento de bordéis e casas de massagem levou parte do mercado para apartamentos e contatos online
Foto: Reprodução
A prostituição é proibida na China, mas décadas de repressão e operações policiais não conseguiram eliminar completamente o mercado sexual no país. Pelo contrário, pesquisadores apontam que a perseguição a bordéis, casas de massagem e outros estabelecimentos contribuiu para tornar a atividade cada vez mais clandestina.
Com o fechamento desses locais, parte das profissionais passou a atuar em ambientes menos visíveis, como apartamentos e residências particulares, além de utilizar a internet e aplicativos para estabelecer contato com clientes.
As estimativas sobre o número de pessoas envolvidas no mercado sexual na China variam consideravelmente. Alguns levantamentos apontam cifras que podem chegar a milhões de mulheres, dependendo dos critérios adotados e da forma como a atividade é contabilizada.
Especialistas alertam, no entanto, que a clandestinidade pode ampliar os riscos enfrentados pelas mulheres que dependem desse mercado. Sem a proteção de estruturas formais e sob constante ameaça de punições, elas podem ficar mais vulneráveis à violência, à exploração e a outras situações de risco.
Apesar das sucessivas campanhas contra a prostituição, o mercado continua existindo de forma descentralizada e cada vez mais difícil de ser identificado pelas autoridades.
A migração da atividade para espaços privados e plataformas digitais é apontada como um dos principais efeitos da repressão, criando novos desafios para o monitoramento e o combate à exploração sexual no país.
Fonte: folhadoestado